Aos Estudantes: Diálogo e Transparência

10 de maio de 2011

           
            Sabemos que a vida universitária deve ser pautada pela participação, pela democracia, pelo compromisso com a sociedade. Estas virtudes dependem de dois fundamentos: o diálogo e a transparência. Diálogo, porque não podemos e nem devemos avançar sozinhos. Transparência, pois apenas com o conhecimento dos critérios adotados a cada decisão, teremos diretrizes respeitadas por todos, alcançando as práticas no nosso cotidiano.
            Por isso, convido a todos: vamos participar das eleições para diretor do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. Estas eleições são muito importantes, pois cabe ao diretor auxiliar os departamentos, administrar espaços comuns, fomentar ações integradoras, representar o CCHLA perante a Universidade, junto a conselhos e à reitoria. As decisões tomadas no CCHLA interferem no cotidiano de todos nós, nas aulas, nas atividades extensionistas e nas pesquisas.
           
ELEIÇÕES EM JUNHO

            Temos a alegria de contemplar uma disputa qualificada, com bons nomes e boas ideias. Procurei ouvir, conversar e estudar as ações sugeridas. Depois de refletir, optei por apoiar a Chapa 2, denominada Diálogo e Transparência, formada pelos professores Herculano Campos e Graça Soares. Trata-se de uma chapa construída por um grupo que se pautou pelo interesse coletivo, estudando boas práticas, buscando ouvir a comunidade.
            As propostas e informações adicionais estão disponíveis no endereço cchladialogo.wordpress.com ou pelo twitter.com/cchladialogo. As eleições acontecem no dia 1 de junho.
Todos temos que nos engajar neste processo, para que a gestão do CCHLA empregue cada vez mais diálogo e transparência. A construção do conhecimento depende do exercício da cidadania.

Um abraço,
Ruy Alkmim Rocha Filho
Professor e jornalista: twitter.com/ruycomunica
ruycomunica.blogspot.com

Valorizar a Comunicação, Valorizar os Comunicadores

26 de março de 2011

A Comunicação Social, como o próprio nome evidencia, é voltada para o interesse da coletividade. Todos têm que se reconhecer na Mídia. Os processos, os produtos e os produtores de conteúdos para a Comunicação Social devem estar antenados com os problemas das pessoas, buscando refletir a diversidade do nosso estado, do nosso país, do nosso mundo.

Entretanto, a Comunicação Social só poderá avançar se houver valorização dos comunicadores e das estruturas que possibilitam a criação de jornais, revistas, livros, programas de Rádio e TV, páginas na Internet. Devemos reconhecer o dinamismo do processo comunicativo, ressaltando que diversas outras modalidades de disseminar a informação surgem a cada dia.

É maravilhoso perceber que cidadãos, dos mais diferentes níveis de escolaridade, das mais diferentes faixas etárias, passam a se apropriar dos meios de informação/comunicação, independente de renda ou de orientação sexual. Diante destes acontecimentos, observa-se a virtual democratização da comunicação. Esta participação pode e deve crescer consideravelmente.

Há quem veja tal fenômeno como uma ameaça à profissionalização dos Comunicadores Sociais. Definitivamente, discordo. Se os cidadãos ingressam na Mídia e passam a ser protagonistas, aumenta a necessidade de profissionais especializados que possam colaborar e organizar este processo. Os Comunicadores Sociais são os profissionais que atenderão a esta imensa demanda: fortalecer a relação ensino-aprendizagem no que se refere a conhecimentos técnicos e científicos inerentes ao ato de comunicar.

Além de tudo, há funções que devem ser realizadas apenas por profissionais especializados: a reportagem, a produção, a edição e a direção são apenas alguns exemplos. É alvissareiro perceber que um número cada vez maior de indivíduos pública seus artigos, suas ideias. Contudo, há algo preocupante: muitos se consideram capacitados automaticamente a desempenhar atividades que exigem aperfeiçoamento constante. Trata-se de equívoco evidente. Todos podem fazer de tudo na Comunicação Social, contanto que se preparem para tal. Haverá melhor preparação do que a Universidade?

Pela valorização da Técnica

10 de março de 2011

A Universidade é vista como o lugar de construção e difusão da ciência. Entretanto, esta é apenas uma das dimensões do ensino superior. A Universidade também tem que manter um diálogo constante com o mundo da técnica, das soluções para os problemas imediatos que interferem no cotidiano.

Quando falamos da produção audiovisual relacionada à UFRN, devemos valorizar os aspectos técnicos, pois são eles imprescindíveis para estruturar os processos produtivos. O conhecimento científico, a experimentação, as abstrações artísticas e filosóficas são oportunas, porém tudo se inicia com a técnica elementar. Sem valorizar os servidores técnico-administrativos, sem fortalecer o acervo de equipamentos, sem repensar as estruturas não é possível ousar.

Pensar e Realizar

A TV, o Rádio e as agências de notíticias são meios excepcionais para um diálogo franco entre técnica e ciência, especialmente quando falamos sob o ponto de vista da comunicação pública. Podemos e devemos ousar na produção de conteúdos, sem descuidar das inúmeras funções eminentemente técnicas que fazem da comunicação um dos principais esteios da sociedade contemporânea. Se desejarmos empregar a Mídia como ponte para a transformação humana, não podemos ignorar o poder advindo do saber fazer.

Um Instante, Uma Provocação...

23 de fevereiro de 2011

A TV pode mudar o mundo? Eu não sei. Mas quem faz a Televisão pode mudar o mundo. Isso vai depender do engajamento de todos os que fazem a TV, os propósitos e o diálogo mantido com quem assiste. Na verdade, a audiência tem que ser convidada a construir conjuntamente programas e programação. A TV tem que estar antenada com o que acontece com as pessoas, seus problemas e suas perspectivas.

Quem Tem Medo de Audiência?

19 de fevereiro de 2011

Fazemos TV e Rádio para que as pessoas recebam conteúdos de qualidade. Quanto mais pessoas estiverem ouvindo e vendo, melhor. Quando debatemos sobre TVs e Rádios públicas, muitas vezes ouvimos comentários curiosos: "A TV pública não precisa de audiência" ou "o que importa para nós é apenas a qualidade". Creio que não é bem por aí, não.

Penso que as emissoras públicas devem lutar intensamente pela audiência, entretanto não devem abrir mão do seu caráter público, da sua função de difundir cidadania, cultura, ciência, saúde e outros temas relevantes.

Mas tudo isto fica muito mais fácil quando buscamos envolver o público, seduzi-lo, despertar o desejo. Os bons professores sabem disso há muito tempo: é preciso atrair para produzir conhecimento. Então, tá combinado: TV e Rádio Públicas têm que ser atrativas, sem abrir mão da crítica, do estímulo à autonomia, da inteligência.

Temos bons exemplos de programas atraentes que fazem pensar, basta procurar na programação da Rádio Mec, BBC, PBS, TV Brasil, Rádio e TV Cultura... Na TVU e na FMU, é claro.