A Comunicação Social, como o próprio nome evidencia, é voltada para o interesse da coletividade. Todos têm que se reconhecer na Mídia. Os processos, os produtos e os produtores de conteúdos para a Comunicação Social devem estar antenados com os problemas das pessoas, buscando refletir a diversidade do nosso estado, do nosso país, do nosso mundo.
Entretanto, a Comunicação Social só poderá avançar se houver valorização dos comunicadores e das estruturas que possibilitam a criação de jornais, revistas, livros, programas de Rádio e TV, páginas na Internet. Devemos reconhecer o dinamismo do processo comunicativo, ressaltando que diversas outras modalidades de disseminar a informação surgem a cada dia.
É maravilhoso perceber que cidadãos, dos mais diferentes níveis de escolaridade, das mais diferentes faixas etárias, passam a se apropriar dos meios de informação/comunicação, independente de renda ou de orientação sexual. Diante destes acontecimentos, observa-se a virtual democratização da comunicação. Esta participação pode e deve crescer consideravelmente.
Há quem veja tal fenômeno como uma ameaça à profissionalização dos Comunicadores Sociais. Definitivamente, discordo. Se os cidadãos ingressam na Mídia e passam a ser protagonistas, aumenta a necessidade de profissionais especializados que possam colaborar e organizar este processo. Os Comunicadores Sociais são os profissionais que atenderão a esta imensa demanda: fortalecer a relação ensino-aprendizagem no que se refere a conhecimentos técnicos e científicos inerentes ao ato de comunicar.
Além de tudo, há funções que devem ser realizadas apenas por profissionais especializados: a reportagem, a produção, a edição e a direção são apenas alguns exemplos. É alvissareiro perceber que um número cada vez maior de indivíduos pública seus artigos, suas ideias. Contudo, há algo preocupante: muitos se consideram capacitados automaticamente a desempenhar atividades que exigem aperfeiçoamento constante. Trata-se de equívoco evidente. Todos podem fazer de tudo na Comunicação Social, contanto que se preparem para tal. Haverá melhor preparação do que a Universidade?
Pela valorização da Técnica
10 de março de 2011
A Universidade é vista como o lugar de construção e difusão da ciência. Entretanto, esta é apenas uma das dimensões do ensino superior. A Universidade também tem que manter um diálogo constante com o mundo da técnica, das soluções para os problemas imediatos que interferem no cotidiano.
Quando falamos da produção audiovisual relacionada à UFRN, devemos valorizar os aspectos técnicos, pois são eles imprescindíveis para estruturar os processos produtivos. O conhecimento científico, a experimentação, as abstrações artísticas e filosóficas são oportunas, porém tudo se inicia com a técnica elementar. Sem valorizar os servidores técnico-administrativos, sem fortalecer o acervo de equipamentos, sem repensar as estruturas não é possível ousar.
Pensar e Realizar
A TV, o Rádio e as agências de notíticias são meios excepcionais para um diálogo franco entre técnica e ciência, especialmente quando falamos sob o ponto de vista da comunicação pública. Podemos e devemos ousar na produção de conteúdos, sem descuidar das inúmeras funções eminentemente técnicas que fazem da comunicação um dos principais esteios da sociedade contemporânea. Se desejarmos empregar a Mídia como ponte para a transformação humana, não podemos ignorar o poder advindo do saber fazer.
Quando falamos da produção audiovisual relacionada à UFRN, devemos valorizar os aspectos técnicos, pois são eles imprescindíveis para estruturar os processos produtivos. O conhecimento científico, a experimentação, as abstrações artísticas e filosóficas são oportunas, porém tudo se inicia com a técnica elementar. Sem valorizar os servidores técnico-administrativos, sem fortalecer o acervo de equipamentos, sem repensar as estruturas não é possível ousar.
Pensar e Realizar
A TV, o Rádio e as agências de notíticias são meios excepcionais para um diálogo franco entre técnica e ciência, especialmente quando falamos sob o ponto de vista da comunicação pública. Podemos e devemos ousar na produção de conteúdos, sem descuidar das inúmeras funções eminentemente técnicas que fazem da comunicação um dos principais esteios da sociedade contemporânea. Se desejarmos empregar a Mídia como ponte para a transformação humana, não podemos ignorar o poder advindo do saber fazer.
Um Instante, Uma Provocação...
23 de fevereiro de 2011
A TV pode mudar o mundo? Eu não sei. Mas quem faz a Televisão pode mudar o mundo. Isso vai depender do engajamento de todos os que fazem a TV, os propósitos e o diálogo mantido com quem assiste. Na verdade, a audiência tem que ser convidada a construir conjuntamente programas e programação. A TV tem que estar antenada com o que acontece com as pessoas, seus problemas e suas perspectivas.
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TV
Quem Tem Medo de Audiência?
19 de fevereiro de 2011
Fazemos TV e Rádio para que as pessoas recebam conteúdos de qualidade. Quanto mais pessoas estiverem ouvindo e vendo, melhor. Quando debatemos sobre TVs e Rádios públicas, muitas vezes ouvimos comentários curiosos: "A TV pública não precisa de audiência" ou "o que importa para nós é apenas a qualidade". Creio que não é bem por aí, não.
Penso que as emissoras públicas devem lutar intensamente pela audiência, entretanto não devem abrir mão do seu caráter público, da sua função de difundir cidadania, cultura, ciência, saúde e outros temas relevantes.
Mas tudo isto fica muito mais fácil quando buscamos envolver o público, seduzi-lo, despertar o desejo. Os bons professores sabem disso há muito tempo: é preciso atrair para produzir conhecimento. Então, tá combinado: TV e Rádio Públicas têm que ser atrativas, sem abrir mão da crítica, do estímulo à autonomia, da inteligência.
Temos bons exemplos de programas atraentes que fazem pensar, basta procurar na programação da Rádio Mec, BBC, PBS, TV Brasil, Rádio e TV Cultura... Na TVU e na FMU, é claro.
Penso que as emissoras públicas devem lutar intensamente pela audiência, entretanto não devem abrir mão do seu caráter público, da sua função de difundir cidadania, cultura, ciência, saúde e outros temas relevantes.
Mas tudo isto fica muito mais fácil quando buscamos envolver o público, seduzi-lo, despertar o desejo. Os bons professores sabem disso há muito tempo: é preciso atrair para produzir conhecimento. Então, tá combinado: TV e Rádio Públicas têm que ser atrativas, sem abrir mão da crítica, do estímulo à autonomia, da inteligência.
Temos bons exemplos de programas atraentes que fazem pensar, basta procurar na programação da Rádio Mec, BBC, PBS, TV Brasil, Rádio e TV Cultura... Na TVU e na FMU, é claro.
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Obrigado por participarem do debate!
Sou grato pelas contribuições recebidas, via e-mail, twitter (@ruyjornalista) e por comentários neste blog. Além disso, as conversas com professores, funcionários e estudantes são muito produtivas. Já aprendi muito ao longo dos últimos anos, mas sei que é preciso ir muito além no diálogo. Para que todos se envolvam com as soluções, todos precisam ser ouvidos. Não vamos parar. Obrigado, vamos juntos.
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